Retrofit traz vantagens técnicas e comerciais aos edifícios

 

Retrofit é o termo usado para designar o processo de modernização/revitalização de um empreendimento antigo ou que precise de melhorias e reparos tanto arquitetônicos quanto de tecnologia e infraestrutura para poder atender de forma satisfatória a um determinado público de possíveis ocupantes, manter o ativo atualizado e aumentar a vida útil do imóvel. Já é uma prática conhecida, tanto no mercado corporativo quanto no residencial (esse, em menor escala), mas muito mais antiga na Europa e nos Estados Unidos. No Brasil, o retrofit começou a ganhar relevância no mercado corporativo do Rio de Janeiro, na região Central, onde estão concentradas as edificações mais antigas da cidade. A tendência, logo depois, veio para São Paulo, em regiões como a da avenida Paulista.

 

Aspectos técnicos

A reforma propõe melhorias e atualizações em um edifício antigo, para que atinja padrões mais elevados no mercado, além de inseri-lo nos conceitos de sustentabilidade. Estão incluídas adaptações tecnológicas das instalações hidráulicas, elétricas, ar-condicionado, BMS (“Building Management System”) de equipamentos instalados nas áreas comuns dos edifícios, como sistemas de iluminação, elevadores, recepção, entre tantos outros procedimentos.

Geralmente os empreendimentos que são submetidos ao retrofit possuem sistemas e instalações defasadas, seja por má conservação ou por critérios tecnológicos, com equipamentos pouco eficientes que consomem mais energia elétrica e água, por exemplo. "Quando modernizamos esses sistemas, temos uma otimização e uma relação custo-benefício muito mais vantajosa. O resultado disso é, por exemplo, uma possível redução nos custos condominiais", afirma Arthur Sylos Berni, Head da área de Gerenciamento de Projetos e Obras. Ele cita como exemplo o ar-condicionado. Um modelo antigo pode gastar muito mais energia, pode apresentar defeitos com mais frequência e a manutenção pode ser complicada por problemas como os de reposição de peças, falta de mão de obra especializada, entre outras desvantagens. Além disso, as modernizações arquitetônicas, como uma fachada nova, mais atrativa visualmente, também agrega valor, sem contar itens como bicicletário, vestuário, áreas de convivência, dentre outros, que tornam os edifícios mais “amigáveis” aos usuários.

 

retrofit

 

Vantagens comerciais

O retrofit de edifícios comerciais gera impactos positivos não só do ponto de vista técnico, mas também comercial, para proprietários e inquilinos. Do ponto de vista comercial, a reforma impacta diretamente na imagem corporativa do edifício e, consequentemente, do ocupante que vai se instalar no local. Fachada reformada, recepção adequada e modernizada e equipamentos novos, como catracas e elevadores inteligentes, agregam valor ao empreendimento e possibilitam que o proprietário possa competir por inquilinos de primeira linha no segmento de prédios Classe A e A+, com uma rentabilidade maior. "É importante ressaltar que empresas de grande porte e multinacionais, por exemplo, não se instalam mais em edifícios que não tenham infraestrutura moderna e ações de sustentabilidade", explica o Head de Gerenciamento de Projetos e Obras.

“Um prédio antigo, para competir com as novas edificações, tem de se modernizar para poder conquistar novos inquilinos e se manter no mercado de forma financeiramente compensatória”, finaliza Berni.

 

Modalidades

Além do retrofit em edifícios corporativos, outra modalidade é a mudança de perfil de uso, como transformar um galpão industrial em um espaço corporativo. A Cushman & Wakefield foi a consultoria responsável pelo gerenciamento de Obras, em 2016, do retrofit de um galpão de 30 mil m², ocupado pela empresa Mercado Livre, em Osasco, em um prédio de escritórios.

 

Certificação de retrofit

Os retrofits também abrem caminho para que os empreendimentos possam requerer os chamados selos verdes em função dos conceitos de sustentabilidade que agregam. Um destaque no mercado corporativo brasileiro foi a Torre Vargas, no Rio de Janeiro, o primeiro retrofit da América do Sul a conquistar a certificação LEED™ Core & Shell Gold. O empreendimento, com mais de 15 mil m.² de área construída, contou com a consultoria da Cushman & Wakefield para esse reconhecimento.