O retrofit de edifícios comerciais gera impactos positivos tanto do ponto de vista técnico quanto comercial para proprietários e inquilinos. A afirmação é do gerente de Novos Negócios da Cushman & Wakefield, Arthur Berni.

Quanto aos aspectos técnicos, Berni explica que a reforma propõe melhorias em um edifício antigo, elevando-o a padrões mais novos. Geralmente esses empreendimentos têm sistemas e instalações defasadas, seja por má conservação ou por critérios tecnológicos, com equipamentos pouco eficientes que consomem mais energia elétrica e água. “Quando modernizamos esses sistemas, temos uma otimização e uma relação custo-benefício muito mais vantajosa. O resultado disso pode gerar uma redução nos custos condominiais”, afirma Berni. Ele cita como exemplo o ar-condicionado. Um modelo antigo gasta muito mais energia, pode apresentar defeitos com mais frequência e a manutenção pode ser complicada por problemas como os de reposição de peças, entre outras desvantagens.

Do ponto de vista comercial, o retrofit impacta diretamente na imagem corporativa do edifício e, consequentemente, na do inquilino que vai se instalar no local. Fachada reformada, recepção adequada e modernizada e equipamentos novos, como catracas e elevadores inteligentes, entre outros, agregam valor ao empreendimento e possibilitam que o proprietário se adeque ao que o mercado cobra para cada região. “É importante ressaltar que empresas de grande porte e multinacionais, por exemplo, não se instalam mais em edifícios que não tenham infraestrutura moderna e ações de sustentabilidade”, finaliza o gerente de Novos Negócios.