As reduções de custos operacionais de Facilities Managment nas empresas podem gerar resultados positivos caso sejam realizadas de forma planejada e com o auxílio de uma equipe especializada. Ao contrário, se efetuada de forma drástica e sem os critérios e cuidados pertinentes, acarretam riscos reais e problemas futuros.

Entre os prejuízos operacionais, podemos citar indisponibilidade de sistemas de infraestrutura que podem afetar o negócio do cliente, a redução da vida útil dos equipamentos por falta de manutenção preventiva adequada e sua depreciação devido à má conservação. “Além disso, a demora em restabelecer sistemas críticos de operação e risco de acidentes se houver uma ocorrência relevante e não existir uma equipe qualificada e capacitada para realizar uma correção rápida e eficaz é outro fator de risco”, afirma Marcelo Santos Barreto, gerente de Portfólio de Operação da Cushman & Wakefield.

A redução drástica e inadequada de custos de FM também atinge a gestão da operação, gerando impactos financeiros caso o gerenciamento dos contratos não seja adequado e garanta as entregas previstas, além do desperdício de oportunidades de melhorias.

É preciso estar atento também às questões legais como, por exemplo, multas ou interdição de sites por descumprimento de exigências legais ou por não ter documentação regularizada disponível em caso de fiscalização. Nas questões trabalhistas, “há riscos de acionamentos jurídicos trabalhistas futuros em caso de ausência de medidas preventivas nas instalações e no arquivamento adequado de documentos”, explica Satoshi Yadoya, gerente de Portfólio de Operação. Além de exposição negativa na mídia em caso de ocorrência grave, denúncia, ou acidentes, que provoca grande prejuízo à imagem da incorporação.