Apesar de ainda ser uma modalidade relativamente nova no Brasil, os outlets se consolidam como tendência no varejo. O primeiro empreendimento com esse modelo foi lançado no País em 2009, em São Paulo, e a partir de 2012 o segmento se expandiu. “Hoje temos nove outlets no formato tradicional, um híbrido e mais dois de tamanho reduzido distribuídos nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Bahia, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Goiás”, afirma Manuel Puig, associado para Serviços Integrados de Varejo da Cushman & Wakefield. Segundo ele, estão previstas quatro entregas para este ano (em Pernambuco, São Paulo, Mato Grosso e Santa Catarina) e outras quatro para 2018 (Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Paraná).

O outlet é uma modalidade complementar à de shopping center e, por isso, não representa concorrência comercial direta. Além de haver demanda para esse tipo de negócio, o sucesso por aqui também se deu em decorrência da crise econômica, uma vez que produtos de marca são oferecidos diretamente dos fabricantes para o consumidor final com descontos durante o ano todo.

Girls with gifts standing in front of shopping windows

O associado da Cushman & Wakefield explica que ainda há bastante potencial de crescimento para esse mercado: “Estima-se que há espaço para cerca de 450 mil m² de outlets no Brasil. Atualmente, a ABL não passa de 180 mil m²”. Ou seja, é um segmento que pode mais que duplicar de tamanho nos próximos anos. Já os shopping centers, segundo Puig, possuem uma margem saudável para crescimento bem menor, de cerca de 6%. “Hoje temos 15 milhões de m² de centros comerciais espalhados no País e nossa estimativa é de que chegue a seu ponto de saturação ao atingir 16 milhões de m²”, finaliza.