A Cushman & Wakefield dá um salto qualitativo em suas análises sobre o mercado de escritórios adotando como métrica fundamental os cadastros de emprego em escritórios conforme divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Segundo Gustavo Garcia, gerente de Pesquisa e Inteligência de Mercado para América do Sul, “esses números nos dão uma noção muito mais precisa do volume de mão de obra que ocupa ou que deixa os espaços corporativos, por conseguirmos avaliar e prever esse movimento por setor e região. O setor imobiliário possui dinâmicas localizadas e isso torna nosso parecer muito mais acurado. Essa é uma prática comum em países desenvolvidos, agora também aplicada por nós no Brasil”.

A principal métrica até então utilizada pelo mercado para os cálculos que indicam a aceleração ou desaceleração das taxas de ocupação de escritórios corporativos no País baseia-se no PIB. “Apesar de ser, sem dúvida, um referencial importante, o nível de atividade nacional é significativamente mais impreciso e genérico. Ela não só engloba setores desnecessários para o entendimento do mercado corporativo local, como agricultura, por exemplo, como também possui uma defasagem importante na cadeia de impactos econômicos até os contratos de aluguel. O estoque de empregos em espaços corporativos já considerado no nível regional enriquece nossas análises e nos dá muito mais segurança no momento de orientar os nossos clientes”, finaliza Garcia.