20160705_post_blog_galpaoO mercado de condomínios logísticos no Brasil tem cerca de 10 milhões de metros quadrados de área construída enquanto o dos Estados Unidos soma 996 milhões de m²; ou seja, é cerca de cem vezes menor. Levando-se em conta o total de habitantes e a extensão geográfica do Brasil, pode-se afirmar que o setor está em fase inicial de desenvolvimento e que apresenta potencial expressivo de crescimento para as próximas décadas.

“A área construída por habitante é um sinalizador de que temos muito a expandir no Brasil”, afirma Mario Sergio Gurgueira, diretor Executivo de Representação de Proprietários. “Em território americano há 3,33 m² de galpões industriais por habitante. Aqui, esse número é de 5 cm² por pessoa”, explica. Outros exemplos, ainda tendo como base o mercado dos EUA, mostram a dimensão das possibilidades de ampliação do mercado brasileiro. “A região da Grande Los Angeles concentra 99,7 milhões de m² de galpões, número dez vezes maior do que todo o nosso estoque. Somando as cidades de Los Angeles e Chicago, tem-se uma área construída 20 vezes maior do que a existente em nosso território”, comenta Gurgueira.

Perspectivas – “O atual cenário econômico nacional, apesar de ainda desfavorável, já sinaliza uma movimentação positiva do setor, indicando que o mercado vai se ajustar nos próximos semestres”, afirma o diretor Executivo. Segundo ele, os últimos levantamentos MarketBeat Industrial demonstram que, apesar de a taxa de vacância continuar ascendente, os preços médios pedidos estão estáveis. A cotação, que era de R$ 20,09 no fechamento de 2015, ficou em R$ 20 no primeiro trimestre. A vacância subiu, na avaliação do mesmo período, de 18,2% para 20%. “Não teremos muitas variações nos valores pedidos de locação este ano e os novos negócios começarão a se concretizar, impulsionando a absorção líquida nos próximos meses”, afirma o diretor Executivo.