Mercado corporativo de alto padrão de São Paulo fecha 2018 em recuperação; Rio de Janeiro terá retomada mais lenta

 

Recuperação é a palavra que define o desempenho do mercado corporativo CBD classes A e A+ de São Paulo em 2018. Durante o ano, a absorção líquida ficou próxima dos 200 mil m², o maior volume registrado nos últimos cinco anos. A absorção bruta de (2018) foi de 292,9 mil m². A região da Chucri Zaidan foi a campeã em absorção líquida pelo segundo ano consecutivo, com 47 mil m² de espaços ocupados ao longo de 2018.

Como resultado, a taxa de vacância registrou queda de 3 p.p. no ano, fechando dezembro em 21,5%. Apesar do aquecimento do mercado, o preço médio pedido para locação na capital paulista caiu 7%, de R$ 95,8 por m² ao mês, em dezembro de 2017, para R$ 89,1 por m², em dezembro último. “Isso aconteceu porque os inquilinos aproveitaram as boas condições de locação, como carências e allowances, para ocupar edifícios que possuíam preço pedido mais caro e melhores qualificações. Dessa forma, a alta disponibilidade de espaços com localizações menos requisitadas foi responsável pela queda dos preços no ano passado”, afirma Jadson Mendes Andrade, Head de Pesquisa e Inteligência de Mercado para América do Sul.

Andrade destaca também a boa performance das regiões da JK e da Faria Lima, que somaram 68,2 mil m² de absorção líquida em 2018 (34,2% do total absorvido pelo mercado de São Paulo) e registraram queda na taxa de vacância de 21,0% para 13,2% (combinadas). “Para este ano, as perspectivas são bastante otimistas. Já estamos registrando aumento no volume de negócios desde o fim do ano passado e o mercado em zonas prime começam a ficar mais favoráveis aos proprietários”, explica o Head de Pesquisa e Inteligência de Mercado.

 

Rio de Janeiro

O mercado corporativo de alto padrão do Rio de Janeiro mantém taxas muito altas de vacância e, diferentemente de São Paulo, ainda não mostra sinais de recuperação em curto prazo. A cidade registrou, no final do ano passado, 40,2% de vacância. Apesar de ter havido uma queda de 1,31 p.p. no volume de espaços vagos em relação a 2017, o índice continua bem acima do nível considerado saudável pelo mercado, que fica abaixo de 15%.

A absorção líquida no decorrer do ano ficou em 20,5 mil m², uma queda de 29% em relação a 2017. O preço médio pedido registrou a quarta desvalorização anual consecutiva em 2018, fechando dezembro em R$ 102,4 por m² ao mês, valor 4,3% inferior ao mesmo período de 2017. “A região da Orla foi o destaque em 2018, com 19 mil m² de absorção líquida. Para este ano, espera-se uma absorção positiva para o mercado  classes A e A+ próxima dos níveis de 2017 e 2018”, afirma Jadson Mendes Andrade.