Arena Fonte Nova

Construída no mesmo local do antigo estádio Octávio Mangabeira, demolido em 2010, a Arena Fonte Nova foi a sede baiana da Copa das Confederações e da Copa do Mundo de 2014. Para o projeto, foi adotado o mesmo modelo de gestão multiuso do Amsterdam Arena, considerado um dos maiores centros de lazer do mundo, de acordo com os padrões recomendados pela FIFA.

Arena Fonte Nova, o desafio da certificação LEED

A Cushman & Wakefield foi contratada para realizar a consultoria de certificação LEED do projeto. A construção da arena foi um grande desafio, devido à dimensão das instalações, a complexidade das operações e a quantidade de resíduo gerado a partir da demolição do antigo estádio.

Todo o concreto implodido (cerca de 80 mil toneladas) foi reaproveitado na construção da nova arena, em atividades como pavimentação e acessos e em outras obras realizadas em Salvador. O projeto foi criado em torno das especificações do Programa Green Goal da FIFA, e apresenta o aproveitando de água da chuva, a redução do consumo de aço, a não utilização de fluidos refrigerantes (que destroem a camada de ozônio) nos sistemas de refrigeração e a instalação de brises nas fachadas permitindo o aproveitamento da ventilação e a iluminação natural.   

O consumo de energia elétrica da Itaipava Arena Fonte Nova também é otimizado em comparação a uma instalação padrão industrial. Para iluminar o espaço, foi empregado lâmpadas mais eficientes e reatores eletrônicos, o que trouxe uma redução total de aproximadamente 32,5% se comparado a um sistema tradicional (T-10 de 40W). Além disso, a nova arena conta com elevadores verdes em vez dos elevadores tradicionais, o que proporciona uma economia de 50% no consumo de energia. 

Resultados:

  • 90% dos resíduos de obra foram enviados para reciclagem;
  • 27% do custo de materiais contém insumos recicláveis;
  • 50% do custo de materiais vem de localidades próximas à obra fortalecendo a economia local;
  • Fachadas e cobertura com um alto índice de refletância solar, reduzindo o efeito de ilha de calor;
  • 88% de redução de uso de água potável.