Os valores de locação e de condomínio são de grande influência na composição dos custos operacionais no momento de decidir pela mudança de endereço de uma empresa. Porém, existem outras variáveis de tanta ou maior importância durante a análise do stay x go. “A avaliação deve levar em conta aspectos quantitativos e qualitativos”, afirma Daniel Batistela, diretor de Representação de Inquilinos do escritório de São Paulo da Cushman & Wakefield.

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Deve-se, em primeiro lugar, analisar os impactos de incentivos oferecidos pelos proprietários com imóveis vagos. O preço do metro quadrado, em alguns casos hoje negociado com descontos, além das boas condições de carência e cash allowance, podem determinar a mudança para um imóvel de melhor qualidade sem aumento nos valores pagos. Com a oferta ampliada de edifícios de alto padrão, é possível para um inquilino transferir-se de um edifício de padrão B para um de padrão A, sem acréscimo nas contas de aluguel e de condomínio. “Isso é positivo, pois sabemos que a qualidade do imóvel impacta diretamente na eficiência da ocupação”, afirma Batistela.

Porém, é preciso levar em consideração outras variáveis, como a região onde está situado o empreendimento, que pode vir a ser mais ou menos eficiente para a operação em relação aos clientes e fornecedores e aos colaboradores. “Os custos de reforma e adaptações para a mudança para um novo espaço também devem ser analisados de forma detalhada”, afirma o diretor. Outro aspecto é a relação com o proprietário. “Geralmente é mais interessante ao inquilino negociar um espaço com um único proprietário do que ocupar lajes de multiproprietários”, diz Batistela.

Fazer essa avaliação aprofundada, levando em conta tanto os aspectos financeiros quanto os operacionais, é fundamental para que o inquilino faça um bom negócio.