As questões inflacionárias do Brasil são bem conhecidas de todos os investidores que buscam lucro no país. Para os interessados em investir em imóveis brasileiros, apenas dois índices são relevantes: o IPCA e o IGP-M. O IGP-M é, de longe, o índice mais utilizado nos contratos de locação de escritórios hoje. Como o indicador também cobre os custos de construção, muitos o consideram o mais adequado para esse mercado. “No entanto, isso nem sempre se confirma, já que 90% dele é um mix de tendências de atacado e varejo”, afirma Gustavo Garcia, Head de Pesquisa e Inteligência de Mercado para América do Sul.

Segundo ele, alguns proprietários afirmam que escolhem o IGP-M porque muitas vezes ele bate o IPCA, o que não é uma realidade. A diferença entre os dois índices, entre 2008 e 2016, foi de apenas 1,5 pp. Se levarmos em consideração as expectativas inflacionárias de 2017, esse valor passaria a ser negativo em 2,2 pp.

Os itens que têm maior representatividade no cálculo do IGP-M estão sofrendo baixa nos preços, como agricultura e construção civil. Essa deflação freia o desempenho do índice. Por essa razão é esperado que o índice atinja o modesto valor de 0,3% em 2017.

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