Iluminação é um dos principais tópicos para
a eficiência energética de um edifício

 

Eficiência energética, ou uso racional de energia, deixou de ser apenas uma tendência de mercado e hoje é um requisito indispensável em um empreendimento corporativo de alto padrão. A iluminação adequada, portanto, é um dos tópicos que merecem atenção especial em um projeto. Segundo estudos atuais sobre a eficiência energética em espaços corporativos, o perfil de consumo em prédios demonstra que a iluminação representa em torno de 24% de toda energia consumida. “Quando comparamos somente sistema de iluminação de um edifício, analisando modelos convencionais com os de alta eficiência, a economia pode representar entre 50% e 70% do consumo”, afirma Ivan Mezzacapa de Souza, coordenador de Projetos e Eficiência Energética. Isso, porém, dependerá muito do perfil de consumo do edifício.

Atualmente, os principais critérios de iluminação eficiente em projetos luminotécnicos ou melhorias em sistemas existentes consistem em: adotar como referência normas de eficiência energética, como ASHRAE 90.1-2010, que está sendo utilizada como premissas em projetos que buscam certificação LEED v4; uso de lâmpadas de alta eficiência; utilização de reatores eletrônicos, podendo ser de partida rápida, partida instantânea, de alta performance, dimerizáveis analógicos e dimerizáveis DALI (Digital Addressable Lighting Interface – sistema de automação para iluminação); além de sensores de presença em ambientes de curta permanência, como banheiros e corredores.

“Todos os critérios são apresentados aos clientes, com o propósito de direcionar os projetos para o cenário mais eficiente possível. É importante ressaltar que, para qualquer substituição, deve ser feito um estudo técnico para não impactar no nível de luminosidade dos ambientes, pois não é simplesmente substituir um equipamento de maior potência por um de menor”, explica Mezzacapa.

Eficiência energética

A utilização da iluminação natural também é um item importante nesse processo. O coordenador de Projetos afirma que o primeiro passo é integrá-la ao projeto arquitetônico e isso não significa apenas ter aberturas em fachada ou cobertura, mas também considerar fatores de orientação e materiais utilizados. Um elemento que provê esse benefício são os brises, que trazem luz natural na quantidade e qualidade necessárias, reduzindo ou eliminado a necessidade de luz artificial em grande parte do dia. É importante que o sistema de iluminação considere estratégias como setorização de circuito e sensores com dimerização em áreas próximas ao local de fornecimento da iluminação natural, para que a iluminação artificial module de acordo com o necessidade do espaço.

“Um alerta é que todos estes estudos para iluminação natural precisam ser integrados a uma análise de carga térmica do ar-condicionado, pois ao viabilizarmos o melhor fornecimento desta iluminação, com aberturas ou vidro com maior transmissão luminosa, também aumentamos a demanda de ar-condicionado”, afirma Mezzacapa. Segundo ele, para esses estudos são utilizados softwares para simulação energética com o objetivo de obter uma visão integrada de todo o projeto.