Os pedidos para avaliações de garantias para captação de recursos aumentaram significativamente nos últimos dois anos na Cushman & Wakefield. A demanda, no entanto, não se deu para obtenção de fundos para investimentos e destinou-se, em sua maioria, a partir de 2014, para fomentar o volume de caixa das empresas. “Esse foi um dos reflexos da crise econômica brasileira”, afirma Jadson Mendes Andrade, gerente de Desenvolvimento de Negócios em Avaliações e Consultoria Imobiliária.

Segundo ele, em um passado recente, os principais clientes da consultoria eram do setor industrial. “À medida que o cenário econômico e o político se alteraram, notamos que as incorporadoras passaram a demandar cada vez mais nossos serviços de avaliação imobiliária para concretizar financiamentos bancários – e uma das formas foi utilizar as unidades em estoque ou seu landbank como garantia. O objetivo dessas empresas foi o de disponibilizar essa verba no saneamento financeiro e no alívio do seu fluxo de caixa”.

Porém, as perspectivas para este ano são de que o mercado imobiliário comece a se recuperar. “Prova disso é que já estamos sentindo um aquecimento na demanda para captação de recursos no desenvolvimento de projetos greenfield, o que não vinha ocorrendo nos últimos anos”, afirma Andrade.