A Cushman & Wakefield analisa em seus levantamentos MarketBeat do terceiro trimestre que a retomada da economia brasileira deverá ocorrer lentamente. De um lado, altos estoques e ociosidade da indústria deverão coibir os investimentos, enquanto, de outro, a lenta melhora do mercado de trabalho e massa de rendimentos levarão a um consumo arrefecido até pelo menos o início de 2017.

“Contudo, os fundamentos colocados pelo novo governo parecem sugerir um retorno sólido no médio e longo prazos. Nessa perspectiva, metas fiscais realistas alinhadas com uma liberdade e agilidade maior do governo em provisionar suas contas é ponto fundamental para grandes horizontes de investimento. Por isso, enquanto a confiança dos investidores aumenta, a economia se torna menos indexada levando a taxas de inflação melhor reguladas, assim como taxas de juros nominais e reais em franco cenário de redução”, afirma Gustavo Garcia, gerente de Pesquisa e Inteligência de Mercado para América do Sul. Segundo ele, o recente corte pelo Banco Central na taxa Selic em 0,25% para 14% ao ano veio justamente neste sentido.