Coworking para criativos

Seja um espaço flexível, local de trabalho, escritório alugado ou um coworking: a demanda por locais de trabalho flexiveis está aumentando rapidamente e não há previsão de quando a procura irá cessar. O conceito de flexibilidade não é novo, por que os business centers oferecem esse serviço há muito tempo. Mas de onde vem essa procura acima da média, e especialmente de grandes empresas? Este artigo tenta encontrar algumas definições e respostas sobre o fenômeno do coworking.

Digitalização, globalização e mudanças demográficas estão forçando as empresas a questionarem seus processos de negócio, assim como suas ideias de negócio, com muito mais frequencia do que antigamente, além de reagir apropriadamente para as rápidas mudanças de estrutura e exigência dos consumidores.

Uma ferramenta para enfrentar novos desafios é introduzir novas formas de trabalho, incluindo o coworking.

Coworking como uma forma de economia compartilhada, na sua forma original, é voltada para profissionais independentes, freelancers, startups e profissionais temporários que buscam liberdade e independência, ofertas que vão do básico ao alto design, espaços abertos, salas de reunião, estações de trabalho flexíveis, em sua maioria não-territoriais, para aluguel, seja por hora, dia ou mês, e por mais tempo, com uso compartilhado de infraestrutura, que incluem TI, impressora, chá / café e grupos de puffs e poltronas.

O agrupamento nas áreas de plano aberto torna mais fácil para os colegas de trabalho conversarem e trocarem ideias sobre projetos e receberem feedback e apoio para perguntas específicas. Por último, mas não menos importante, podem surgir ideias para projetos conjuntos e startups.

O trabalho em rede e o senso de comunidade nas áreas de coworking são ativamente promovidos através de eventos colaborativos profissionais e não profissionais organizados por membros e operadores do espaço. Além desses espaços de coworking que funcionam de forma diferente em nível global, o espaço é propício para o compartilhamento de conhecimento e potenciais oportunidades de negócios que se estendem muito além do local de coworking.

Neste contexto, os espaços de coworking ganharam a sua reputação como centros criativos e incubadoras de ideias e, acima de tudo, como locais onde o trabalho é divertido.

 

Coworking corporativo

Para empresas estabelecidas que desejam aproveitar o potencial de criatividade e inovação do conceito de coworking, surgiu o conceito de coworking corporativo. Neste cenário, duas abordagens se desenvolveram: coworking iniciado internamente e soluções externas envolvendo locação de espaços de coworking.

No caso de coworking corporativo iniciado internamente, as empresas criam ativamente o seu próprio espaço de coworking, seja dentro de uma área específica ou em um prédio especialmente projetado para essa função.

Programas de aceleração e incubadoras convidam freelancers e startups a se engajar no desenvolvimento de produtos a curto ou longo prazo, muitas vezes fazem parte dessa estratégia corporativa de coworking. Com essa opção, a empresa mantém amplo controle sobre o espaço e os usuários externos convidados. Ao mesmo tempo, assume o risco de custo total e requer um operador ativo (por exemplo, no que diz respeito à ligação em rede com outros espaços, se desejado). Dentro de sua própria força de trabalho e externamente, a empresa se posiciona como um representante consistente de novas formas de trabalho.

Para a solução externa, ou seja, a utilização de espaços de coworking existentes, todos os custos de instalação de espaço e equipamento são eliminados para a empresa e permanecem flexíveis no que diz respeito aos custos de funcionamento. A integração em conceitos de coworking existentes pode variar em grau e intensidade, desde a locação por pouco tempo até o aluguel permanente.

Na forma mais simples, a empresa organiza eventos em espaços de coworking, dando aos funcionários uma noção do “espírito” do ambiente. Os funcionários podem se aprofundar um pouco mais se participarem de eventos oferecidos pelo operador de coworking, possivelmente ativos como patrocinador / palestrante. Isso abre possibilidades para a transferência de conhecimento além dos limites da própria empresa, para o trabalho em rede e, se necessário, para encontrar provedores de serviços ou parceiros de cooperação para projetos entre empresas e membros de coworking contratados localmente.

Alugar um número limitado de locais de trabalho não territoriais em um espaço como uma opção temporária sob demanda de “mudança de ar” para os funcionários lhes dá a oportunidade de gerar novas idéias em um ambiente diferente e trocar ideias com os outros que eles encontram lá. A contratação de escritórios fixos para equipes de projetos ou departamentos, normalmente pelo menos a médio prazo, é a implementação mais consistente, mas deve-se tomar cuidado para garantir que a equipe ou departamento do projeto participe das oportunidades oferecidas pelo espaço de coworking e não se torna uma ilha ao longo do tempo.

Todas essas opções são projetadas para ajudar as corporações a promover mudanças na forma de pensar e trabalhar dos colaboradores.

 

Coworking Corporativo através do Gerenciamento de Mudanças

O conceito original de coworking difere consideravelmente do local de trabalho clássico: os membros no espaço de coworking não são dependentes uns dos outros, trabalham para si próprios ou (normalmente relacionados ao projeto) para diferentes empresas. Ao mesmo tempo, eles vivem uma cultura de apoio mútuo, comunicando uns com os outros e aprendendo uns com os outros. Eles normalmente trabalham de forma independente, por exemplo, decidindo livremente sobre o tempo e a duração de sua presença e decidindo quem contatar quando.

Qualquer empresa que envie funcionários para espaços de coworking e espera que eles se beneficiem do pensamento comunitário, precisa repensar e, se necessário, adaptar sua cultura de trabalho em termos de assiduidade e confiança. Ao mesmo tempo, deve tomar medidas apropriadas, como a gestão de mudanças, para assegurar que introduza adequadamente seus funcionários à nova cultura e, na melhor das hipóteses, elevar o grau de entusiasmo dos colaboradores por essa ação.