O cash allowance, que no mercado imobiliário define o subsídio em dinheiro oferecido pelo proprietário de um imóvel ao ocupante para a realização de uma obra, não é tendência no Brasil, alerta a área de Representação de Inquilinos da Cushman & Wakefield. Essa é uma prática mais comum em mercados como o dos Estados Unidos, por exemplo, onde o perfil do investidor permite esse grau de investimento e onde também existe uma legislação que garante mais proteção ao proprietário, fornecendo garantias para o retorno do valor aplicado.

Businessman Realizes Its Infrastructure BusinessO diretor de Representação de Inquilinos, Daniel Batistela, explica que alguns casos esporádicos de cash allowance ocorreram no Brasil, mas que foram pontuais e continuarão a ser exceção no nosso mercado. Segundo ele, essa prática de disponibilizar uma quantia em dinheiro ao locatário só é viável para perfis específicos de proprietários, como os fundos de investimentos imobiliários, e em condições muito específicas. Além disso, outro aspecto desfavorável a essa prática é a lei de inquilinato brasileira, que ainda oferece pouca proteção ao dono do imóvel quando comparada a de outros países. “Isso vale tanto para os edifícios classe A e A+ quanto para os de classe B”, afirma Batistela.

O diretor explica que existem outras maneiras, mais viáveis e mais adequadas ao mercado brasileiro, para ofertar incentivos aos inquilinos sem que se faça uso do cash allowance. “O proprietário pode oferecer – e já está fazendo isso, nesse atual momento de recessão econômica – períodos mais prolongados de carência e/ou entregar o imóvel com melhorias e mais completo para a operação”, finaliza Batistela.