A Cushman & Wakefield vem registrando, no último ano, aumento no volume de avaliações em shopping centers para renegociações de contratos de locação. A prática, mais comum no mercado corporativo, vem crescendo também no segmento do varejo em função do atual momento da economia brasileira. “As quedas no faturamento dos lojistas e os ajustes nos preços pedidos de locação fazem com que os inquilinos procurem cada vez mais os nossos serviços”, afirma Maurício Itagyba, gerente Sênior de Avaliação Imobiliária para Varejo da Cushman & Wakefield. Segundo ele, as avaliações auxiliam os ocupantes com dados técnicos e de mercado no momento de renegociação com os proprietários de shoppings.

“Nosso laudo é um diferencial no mercado, já que temos expertise no segmento por sermos a maior avaliadora de shopping centers do Brasil”, explica Jadson Mendes Andrade, gerente de Desenvolvimento de Negócios em Avaliações e Consultoria Imobiliária. O objetivo é detectar os reais e atuais preços praticados e ajudar o inquilino a diminuir os custos de ocupação. Essas renegociações, segundo Andrade, são saudáveis para o segmento, uma vez que, com as quedas nas vendas, custos como aluguel e condomínio podem acabar inviabilizando a continuidade dos negócios, o que não é positivo nem para o inquilino, nem para o proprietário.

“Atendemos hoje lojas tradicionais, âncoras, hipermercados e agências bancárias”, afirma Itagyba, que afirma ainda que Segundo ele, a procura não parte somente de ocupantes de lojas de shopping centers, mas também de varejo de rua. Esse movimento só é exceção em alguns endereços da cidade que se mantêm com uma inexpressiva taxa de vacância.