A cidade do Rio de Janeiro apresentou absorção líquida negativa de 64.220 metros quadrados no primeiro semestre do ano. A região que registrou a maior saída de inquilinos foi o Centro com 62.203 metros quadrados). Porto e Cidade Nova foram as duas únicas áreas da capital fluminense onde não foi constatada a devolução de escritórios. Os dados constam do mais recente levantamento MarketBeat de Escritórios da Cushman & Wakefield.

“Com um preço médio pedido para locação de edifícios corporativos Classe AA+ no Porto e na Cidade Nova inferior em relação às demais localidades, nossa perspectiva é de que elas possam ser alternativas viáveis para inquilinos que hoje estão no Centro e que se encontram em período de renegociação de contratos”, afirma Gustavo Garcia, gerente de Pesquisa e Inteligência de Mercado para América do Sul da Cushman & Wakefield. Segundo ele, outra tendência é que a taxa de vacância no Rio de Janeiro continue em ascensão no médio prazo. “Apesar de mais esparsos, ainda teremos mais lançamentos e a demanda tende a continuar reduzida até que a situação dos principais setores que compõem a procura por espaços corporativos na cidade melhore”, afirma Garcia.